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Gabriela GianniniGinecologia e Obstetrícia
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Contracepção6 min de leitura

DIU: o que dá para fazer a respeito da dor

Medo da dor é o principal motivo para adiar o DIU por anos. Anestesia local, analgesia prévia, os modelos disponíveis e o que esperar depois da inserção.

Por Dra. Gabriela Giannini ·

Modelos de DIU hormonal, de cobre e de cobre com prata lado a lado

Recebo com frequência pacientes que queriam DIU há dois, três anos, e adiaram por um motivo só: medo da dor. Esse medo tem fundamento, porque durante muito tempo a inserção foi feita sem que ninguém oferecesse nada para a dor. Mas ele não precisa mais existir.

O que dá para fazer a respeito

  • Anestesia local aplicada no colo do útero.
  • Analgesia prévia, combinada antes conforme o seu histórico.
  • Avaliação individual antes de marcar a inserção.
  • Cada passo explicado antes de ser executado, no seu tempo.
  • Liberdade de pedir uma pausa a qualquer momento.
Dor não é algo a suportar calada. Ela entra no planejamento do procedimento, e não como um detalhe que se descobre na hora.

Os modelos, e o tamanho real

Trabalho com os modelos disponíveis no Brasil, e a escolha depende do que você quer do método, não do que é mais prático de inserir. Uma coisa que costuma tranquilizar já na consulta é ver o dispositivo de perto: ele é bem menor do que quase todo mundo imagina.

DIU de cobre sobre a palma da mão, mostrando o tamanho real do dispositivo
O tamanho real de um DIU, na palma da mão.
  • DIU Mirena, hormonal, até 8 anos, tende a reduzir muito ou cessar o fluxo.
  • DIU Kyleena, hormonal com dose menor, até 5 anos, para úteros um pouco menores.
  • DIU de cobre, sem hormônio, até 10 anos, mantém a menstruação.
  • DIU de cobre com prata, sem hormônio, 5 anos, com haste mais fina.

Depois da inserção

Você volta às atividades normais no mesmo dia, inclusive à relação sexual. É comum sentir cólicas e sangramento leve nas primeiras 48 horas. A orientação é usar preservativo nos primeiros 7 dias.

E o acompanhamento não termina aí: o processo inclui um retorno online em até 3 meses para avaliar a adaptação, esclarecer dúvidas e acompanhar a evolução. É nesse retorno que ajustamos o que for preciso, ou decidimos juntas por outro caminho, se for o caso.

Este texto tem finalidade informativa e não substitui a consulta médica. Cada caso tem particularidades que só podem ser avaliadas individualmente.

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