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Gabriela GianniniGinecologia e Obstetrícia
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Menopausa6 min de leitura

Menopausa não é o fim de nada

O que realmente acontece com o corpo nessa transição, quais sintomas merecem investigação e por que a terapia hormonal voltou para a mesa de discussão.

Por Dra. Gabriela Giannini ·

A menopausa é definida por um marco simples: doze meses sem menstruar. O que confunde é tudo o que acontece antes disso, na perimenopausa, quando os ciclos ficam irregulares e os sintomas começam sem que a menstruação tenha parado.

Muita paciente chega ao consultório achando que precisa apenas aguentar. Ondas de calor, insônia, alteração de humor, ressecamento vaginal e queda de libido não são preço a pagar pela idade. São sintomas, e sintoma tem conduta.

O que merece investigação

  • Ciclos que mudam de padrão antes dos 45 anos.
  • Sangramento após um ano sem menstruar, que sempre precisa ser avaliado.
  • Sintomas que atrapalham o sono, o trabalho ou a vida sexual.
  • Dor ou desconforto na relação que apareceu nessa fase.
  • Histórico familiar de osteoporose ou fratura por fragilidade.

E a terapia hormonal

A terapia hormonal passou por anos de medo depois de um estudo dos anos 2000 que foi mal interpretado pela imprensa. Hoje sabemos que, para a maioria das mulheres que inicia até dez anos depois da menopausa e antes dos 60, o balanço entre benefício e risco costuma ser favorável.

Não existe resposta única. Existe a sua história clínica, o seu risco cardiovascular, o seu histórico de câncer na família, e a decisão que fazemos juntas a partir disso.

Em consulta eu avalio contraindicações, peço os exames necessários e apresento as opções: hormonal ou não hormonal, oral ou transdérmica, com ou sem progesterona. Você sai sabendo por que aquela foi a escolha.

Este texto tem finalidade informativa e não substitui a consulta médica. Cada caso tem particularidades que só podem ser avaliadas individualmente.

Quer conversar sobre isso na consulta?

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